Tesla Semi revela clientes antes da inauguração da fábrica em Nevada
Horas antes da inauguração oficial da fábrica dedicada ao Tesla Semi em Sparks, Nevada, imagens de drone já mostravam pelo menos 11 camiões estacionados junto ao edifício com logótipos de clientes visíveis, um sinal claro de quem a Tesla pretendia mostrar no evento.
Quem apareceu no vídeo
As imagens, captadas pelo operador de drone Zanegler, mostram camiões com marcas da PepsiCo, US Foods, DHL, WattEV, ABF Freight, Einride, IMC Logistics e OK Produce, entre outras. Várias destas empresas já fazem parte da história pública do Semi: a PepsiCo recebeu as primeiras entregas em finais de 2022 e continua a ser o maior cliente do programa, a DHL recebeu o primeiro Semi em dezembro, a ABF Freight comprou camiões em junho depois de um piloto com consumo de 1,55 kWh por milha, e a Einride fez uma encomenda de 500 unidades em agosto. A IMC Logistics anunciou uma encomenda de 50 camiões para transporte na Califórnia apenas dois dias antes do evento.
US Foods, OK Produce e WattEV são adições menos esperadas, sem encomendas confirmadas até agora, pelo que é provável que a Tesla tenha usado o palco do evento para as tornar oficiais.
A fábrica e a produção
A nova unidade fica junto à Gigafactory Nevada e tem capacidade instalada para 50 mil camiões por ano, embora as primeiras unidades já saiam da linha de alto volume desde abril. A Tesla oferece duas versões, a Standard Range com 523 km de autonomia (325 milhas) e a Long Range com 805 km (500 milhas), ambas com um motor triplo de 800 kW.
As estimativas de analistas apontam para entre 5.000 e 15.000 unidades entregues este ano, ainda longe da capacidade total da fábrica. Nove anos depois da apresentação do Semi em 2017 e seis depois da data inicialmente prevista para produção, esta fila de camiões com marcas reais é o sinal mais concreto até agora de que o programa está a sair do papel.
O que isto significa para Portugal
O Tesla Semi não tem, para já, qualquer indicação de chegada à Europa, e muito menos a Portugal, onde a rede de carregamento para pesados de longo curso ainda está a dar os primeiros passos. Ainda assim, o ritmo de adoção nos Estados Unidos por parte de operadores de logística e distribuição é um indicador do que pode vir a acontecer por cá, à medida que fabricantes europeus de camiões elétricos ganham escala e a rede de carregamento rápido para pesados se expande no continente.
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