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Tesla Semi anunciado oficialmente para a Europa com entregas em 2027 e 550 km de autonomia

Foto: Not a Tesla App →

Por André Santos 3 min de leitura

A Tesla anunciou oficialmente o Semi para a Europa. Os portais regionais do fabricante foram atualizados com especificações, limites de carga e um calendário de entregas: 2027. O anúncio foi partilhado pela conta @teslaeurope no X.

Especificações para a Europa

O Semi europeu percorre até 550 km com uma carga máxima de 40 toneladas brutas, com um consumo de 1,0 kWh/km. Trata-se da versão Standard Range, equivalente ao modelo SR disponível nos EUA.

A tração é feita por três motores independentes nos eixos traseiros, com uma potência máxima de 800 kW, sem caixa de velocidades nem fluido de escape diesel. O sistema ePTO fornece até 25 kW para equipamentos auxiliares como frigoríficos de semi-reboques.

Para carregamento, existem duas opções. O Megacharger entrega até 800 kW (face aos 1,2 MW disponíveis nos EUA) e recarrega 60% da bateria em 30 minutos durante as paragens obrigatórias dos condutores. O Basecharger opera a 120 kW e serve para carregamento noturno em estaleiros, com 60% em cerca de quatro horas.

Ao contrário do modelo americano, a versão europeia não tem espelhos retrovisores tradicionais: são substituídos por câmaras, em conformidade com as normas de homologação europeias. O design exterior também difere do Semi que circula nos EUA.

O que se viu em Hanôver

Os primeiros Semi europeus, protótipos próximos da versão de produção, estão expostos na IAA Transportation, em Hanôver, na Alemanha. As fotografias e os vídeos partilhados no X por @teslawelt e @TheEVuniverse mostram as diferenças face ao modelo americano, quase todas impostas pelas regras europeias.

As câmaras que substituem os espelhos estão em módulos aerodinâmicos dos dois lados da cabine e passam a imagem para os ecrãs do interior. Ao todo, o camião tem 10 câmaras exteriores com visão de 360 graus, e a Tesla já confirmou que o FSD está em desenvolvimento para o Semi.

A barra de luz contínua da frente desapareceu, porque as normas europeias não a permitem em pesados, e deu lugar a faróis separados ao estilo do Model Y de entrada de gama. As luzes de presença subiram para o topo do tejadilho, que foi ligeiramente redesenhado para alinhar com a altura dos semirreboques europeus, e as rodas traseiras ganharam coberturas. A cabine mantém o comprimento e a largura da versão americana.

Por dentro, há uma escada de emergência para sair pela escotilha do tejadilho se o camião tombar. Os dois ecrãs, um de cada lado do banco central, controlam o banco, os vidros laterais (que agora abrem, o que dá jeito nas portagens), a suspensão pneumática, o engate do reboque, a pressão dos pneus e as luzes de trabalho.

Para carregar, o Semi europeu usa a ficha MCS dos Megachargers. Como ainda há poucos postos MCS na Europa, a Tesla criou um adaptador oficial de CCS2 para MCS, que permite usar os carregadores rápidos comuns de 350 kW. No discurso na IAA, Dan Priestley, vice-presidente do Semi, falou numa primeira fase de 100 Megachargers na Alemanha, França, Reino Unido, Suécia, Países Baixos e outros países.

Os primeiros camiões para a Europa vão ser montados na nova fábrica de Sparks, no Nevada. Mais tarde, a montagem passa para a Gigafactory de Berlim.

O que isto significa para Portugal

Portugal não tem Megachargers e não foi referido entre os países da primeira fase de 100 estações que a Tesla apresentou em Hanôver. Enquanto não houver, é o adaptador CCS2 que permite a um Semi carregar cá, nos postos rápidos de 350 kW que já existem, mais devagar do que num Megacharger.

Para o setor de transportes rodoviários nacional, o Semi é uma alternativa com custo de operação mais baixo do que os camiões a diesel. Com a taxa de carbono sobre os transportes a subir e os custos de combustível a oscilar, a análise custo-benefício começa a fechar para as frotas com rotas regulares e distâncias previsíveis. 2027 é a data oficial; a experiência com outros lançamentos da Tesla sugere que Portugal pode esperar alguns meses adicionais depois da abertura europeia.

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