NHTSA quer eliminar a obrigação de volante em robotaxis sem condutor
O administrador da NHTSA, Jonathan Morrison, disse à CNBC que a agência regulatória dos EUA quer eliminar a exigência de volante em veículos concebidos exclusivamente para condução autónoma. “Se estás a desenvolver um veículo desenhado para nunca ser conduzido por um operador humano, não faz qualquer sentido exigir controlos manuais”, afirmou Morrison.
A declaração vem um mês depois de a NHTSA ter removido a obrigação de pedal de travão físico em veículos autónomos. A agência tinha também anunciado o ano passado uma regra que permite às construtoras pedir isenção das normas de segurança federais (FMVSS) para veículos concebidos para operar sem condutor, embora a produção nesse regime esteja atualmente limitada a 2.500 unidades por ano.
O que isto significa para o Cybercab
O Cybercab não tem volante nem pedais. A Tesla optou pela auto-certificação em relação às normas FMVSS, o que eliminou o limite de 2.500 unidades e permite escalar a produção. A declaração da NHTSA aponta para um quadro regulatório que vai ao encontro dessa decisão: remover formalmente os requisitos de controlos manuais para veículos que nunca vão ser conduzidos por humanos.
A Tesla iniciou testes de Cybercabs sem volante em estradas públicas de Austin na semana passada.
O sentido contrário no estado de Nova Jersey
Nem toda a regulação vai na mesma direção. O estado de Nova Jersey propôs uma lei que vai no sentido oposto: aumentar os requisitos de sensores nos robotaxis e exigir mais testes antes de qualquer operação em estrada pública. A lei visaria diretamente a abordagem da Tesla, que usa apenas câmaras sem radar nem lidar.
A nível federal, a NHTSA emitiu também um “apelo à ação” para que as empresas de veículos autónomos garantam que os seus carros não bloqueiam o acesso de equipas de emergência. Morrison reconheceu que operar remotamente os robotaxis para os tirar do caminho também traz riscos, mas não indicou qual a solução preferida pela agência.
O padrão regulatório nos EUA está a convergir para menos requisitos físicos e mais responsabilidade das construtoras em garantir a segurança por outros meios.
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