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Vendas de EV na Europa em julho: quota de 25% e crescimento de 51% num ano

Foto: InsideEVs →

Por André Santos 2 min de leitura

Em julho de 2026, os elétricos atingiram 25% de quota de mercado nas vendas de automóveis novos na Europa, com 277.006 matrículas, um crescimento de 51% face a julho de 2025. Os dados são da Dataforce, que cobre 98% de todas as matrículas na União Europeia, no Reino Unido, Islândia, Noruega e Suíça.

No acumulado dos primeiros sete meses do ano, as vendas de EV cresceram 37% em relação ao mesmo período de 2025, num mercado automóvel europeu que subiu apenas 4,1% em julho e 5,7% de janeiro a julho. Os elétricos crescem bastante acima do mercado.

Os modelos mais vendidos

Em julho, o Skoda Elroq foi o EV mais vendido na Europa, seguido do Volkswagen ID.4 e do Renault 5 E-Tech. Nenhum Tesla ficou no topo da tabela mensal.

No acumulado do ano, porém, o Tesla Model Y mantém a liderança europeia com 115.759 matrículas e um crescimento de 55%. O Skoda Elroq ocupa o segundo lugar (67.679 unidades) e o Tesla Model 3 o terceiro (57.086). Os dois países mais ativos foram a França, com quota EV de 35% e mais de 44.000 matrículas em julho, e a Alemanha, onde os elétricos chegaram a 29,3% de quota com perto de 79.000 registos.

PHEVs: marcas chinesas dominam

No segmento dos híbridos plug-in, as marcas chinesas consolidaram uma posição dominante. Ao contrário dos elétricos, os PHEV de fabrico chinês não estão sujeitos às tarifas de importação agravadas que a União Europeia aplicou aos EV chineses, o que lhes permite entrar a preços mais baixos. Em julho, representaram 34% das vendas de PHEV e ocuparam quase metade do top 10. O BYD Seal U foi o PHEV mais vendido do mês, seguido do BYD Atto 2. No acumulado de janeiro a julho, o pódio completo pertence a marcas chinesas.

O que isto significa para Portugal

Portugal acompanha a tendência de aceleração da eletrificação europeia, embora com quota de mercado ainda abaixo da média da UE. O crescimento nas maiores economias é relevante para o mercado português por duas razões: mais volume nas vendas europeias melhora a disponibilidade e tende a baixar os preços dos modelos que chegam a Portugal; a entrada de PHEV chineses sem tarifas agravadas pode aumentar a oferta de híbridos recarregáveis a preços competitivos nos próximos meses.

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