ARK Invest volta a prever fusão Tesla e SpaceX em 2026 e Musk nega outra vez
Foto: Teslarati →
A ARK Invest voltou a agitar o debate sobre uma fusão entre a Tesla e a SpaceX. No podcast “Brainstorm” da gestora, Brett Winton (diretor de futurismo) e Nick Grous (diretor de investigação) argumentaram que um anúncio pode acontecer antes do final de 2026, ainda que o fecho do negócio leve mais tempo.
Winton chamou ao negócio da Tesla em Xangai um “pequeno obstáculo” para uma eventual fusão. O argumento é que as operações de segurança nacional da SpaceX com o governo americano encaixam mal numa empresa que tem mais de metade das suas entregas globais a sair de uma fábrica na China, que funciona também como principal hub de exportação para a Europa e para a Ásia.
Musk respondeu diretamente no X: “A China é fantástica. Encorajo vivamente as pessoas a visitarem.” Repetiu também a linguagem que usou em julho, quando o Wall Street Journal noticiou que executivos da Tesla teriam sido instruídos a preparar-se para uma eventual cisão, venda ou encerramento das operações chinesas como preparação para uma fusão com a SpaceX. Musk apelidou o artigo de “absurdamente falso”, afirmando que o tema “nunca foi sequer discutido.”
O que torna esta especulação persistente
A rejeição pública de Musk não fechou o debate, porque o ponto central da ARK é exatamente o problema que ele não abordou: como conciliar os negócios de segurança nacional da SpaceX com a dependência da Tesla em Xangai. A Gigafactory Shanghai é responsável por mais de metade das entregas globais da Tesla e é o principal hub de exportação para a Europa e para a Ásia.
O IPO da SpaceX deu à empresa ações públicas que podem funcionar como moeda de aquisição. Dan Ives, da Wedbush, colocou a probabilidade de uma fusão em 80 a 90 por cento até ao início de 2027.
O que isto significa para Portugal
Uma fusão Tesla-SpaceX seria um evento sem precedentes na indústria. Para os proprietários e investidores portugueses, o impacto imediato seria na valorização das ações da Tesla (TSLA) e na estrutura da empresa que produz os carros que conduzem. As operações de venda, serviço e carregamento em Portugal não seriam afetadas diretamente a curto prazo. O nó real é a China: se Musk tiver de escolher entre Xangai e a SpaceX, a decisão vai mudar a capacidade de produção global da Tesla e, com ela, os prazos e preços de entrega na Europa.
Fontes