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Tesla esclarece o acidente fatal no Texas: condutor anulou o FSD ao pressionar o acelerador

Por André Santos 2 min de leitura

A Tesla respondeu esta semana às notícias sobre o acidente fatal no Texas, em que um Model 3 colidiu com uma habitação. As primeiras reportagens apontavam o Autopilot ou o Full Self-Driving como possível causa; os dados internos da empresa mostram outra coisa.

O que dizem os dados da Tesla

Ashok Elluswamy, responsável pelo departamento de inteligência artificial da Tesla, publicou no X que o condutor “anulou manualmente a condução autónoma ao pressionar o acelerador até 100%”. O carro atingiu 73 milhas por hora, cerca de 117 km/h, numa área residencial. O acelerador manteve-se pressionado mesmo após o impacto.

Elon Musk tinha antecipado a explicação ainda antes da clarificação técnica: “O FSD conduz devagar nas ruas de bairro. Isto foi uma colisão a alta velocidade. Não faz sentido atribuir ao sistema.”

A vítima fatal, Matha Avila, encontrava-se no interior da habitação atingida pelo veículo. A Administração Nacional de Segurança Rodoviária dos EUA (NHTSA) abriu uma investigação sobre o incidente.

O que distingue este caso

O FSD da Tesla permite que o condutor sobreponha o controlo manual em qualquer momento. Premir o acelerador a fundo é um dos gestos de override reconhecidos pelo sistema. Segundo os dados citados pela Tesla, não houve falha do software autónomo: o sistema perdeu o controlo do veículo porque o condutor o retomou ativamente, acelerando até valores incompatíveis com a circulação em zona residencial.

Isto não isenta o sistema de análise. A NHTSA vai verificar se havia alertas ativos, se o sistema deveria ter imposto limites de velocidade, e se os registos são consistentes. A Tesla disponibilizou os dados à agência reguladora.

O que isto significa para Portugal

O FSD ainda não está aprovado para uso na Europa. O processo regulatório europeu é diferente do americano, e casos como este fazem parte do histórico que as autoridades analisam antes de aprovar qualquer sistema de condução autónoma.

Para os donos de Tesla em Portugal que usam o Autopilot ou versões de teste do FSD, o caso lembra que o override manual é sempre possível e que a responsabilidade na condução não é transferida ao sistema enquanto este exigir supervisão ativa do condutor.