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SpaceX Starship 13 abortado à zero: Musk revela a causa

Por André Santos 2 min de leitura

O Starship 13 não saiu do chão. Na quinta-feira à noite, na base de Starbase em Boca Chica, Texas, o lançamento foi abortado automaticamente quando quatro dos 33 motores Raptor 3 do booster Super Heavy não conseguiram arrancar durante a sequência de ignição.

A janela de lançamento abriu às 18h45 EDT, com mais de 11,5 milhões de libras de metano líquido e oxigénio líquido já carregados. Quando o sistema detetou as falhas, ativou o aborto sem intervenção humana, que é exatamente como deve funcionar.

Elon Musk confirmou a causa e adiantou que dois dos motores com problema seriam removidos e substituídos. O novo alvo de lançamento é segunda-feira, 20 de julho, à mesma hora.

O que estava planeado para o voo 13

A missão tinha objetivos ambiciosos: lançar 20 satélites Starlink V3 operacionais, seis satélites adicionais com câmaras externas para fotografar o escudo térmico em reentrada, testar o reacendimento de um motor Raptor em órbita e amerissar no Oceano Índico.

O Starship 13 seria também o primeiro voo após o IPO da SpaceX, que decorreu em junho com a empresa a listar sob o ticker SPCX a 135 dólares por ação. A visibilidade pública do programa aumentou com a entrada em bolsa, o que torna cada aborto mais noticiável do que antes.

O que isto significa para Portugal

A SpaceX não tem operações relevantes em Portugal. O que importa acompanhar é a cadência de desenvolvimento do Starship, que é o veículo que a NASA contratou para levar astronautas à Lua e que a própria SpaceX quer usar para transporte de satélites e, a prazo, para missões a Marte. Um aborto à zero por falha de motores é contrariante, mas faz parte do processo: a SpaceX tem historicamente corrigido, relançado e seguido em frente com rapidez. Segunda-feira dará a resposta.