SpaceX reporta 7,8 mil milhões em receitas no segundo trimestre e dá detalhes sobre Starship e Starlink
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A SpaceX apresentou esta semana os seus primeiros resultados trimestrais enquanto empresa cotada em bolsa. No segundo trimestre de 2026, a empresa gerou 7,81 mil milhões de dólares em receitas, um crescimento de 92% face aos 4,07 mil milhões do mesmo período do ano anterior, superando a estimativa de Wall Street de 6,81 mil milhões.
O prejuízo líquido baixou para 541 milhões de dólares, contra 1,01 mil milhões um ano antes. A SpaceX afirmou ter cerca de 100 mil milhões de dólares em caixa e equivalentes, e a liderança colocou como objetivo interno atingir 1 bilião de dólares de receitas anuais até 2030.
Starship: escudo térmico resolvido e próxima missão
O Starship dominou a conferência. Elon Musk disse que o voo 14 está marcado para o final de agosto e será o primeiro a colocar satélites Starlink V3 operacionais em órbita, ao mesmo tempo que tenta apanhar o estágio superior de regresso. O voo 13 tinha testado pela primeira vez o lançamento de satélites V3.
Sobre o ponto mais crítico do programa, Musk foi direto: “Não quero dar azar, mas penso que posso dizer que o problema do escudo térmico está resolvido. Todos os dados e a inspeção visual confirmam-no. Não significa que não vamos melhorar, mas não vemos obstáculos técnicos à reutilização rápida.” A meta de lançar o Starship todos os dias dentro de um ano foi repetida.
Starlink: 12 milhões de utilizadores e aposta no telemóvel
O Starlink gerou 4,29 mil milhões de dólares no trimestre, o principal motor de receitas da SpaceX. Os subscritores ativos chegaram aos 12 milhões, o dobro do ano anterior, com 1,7 milhões de novos subscritores líquidos adicionados só no segundo trimestre, o melhor resultado de sempre.
O próximo grande salto está no serviço Starlink Mobile, que a SpaceX prevê lançar de forma autónoma até ao final de 2027. Ao contrário das parcerias atuais com operadoras como a T-Mobile, este serviço eliminaria zonas sem cobertura completamente, sem depender de infraestrutura terrestre. Gwynne Shotwell, presidente e COO da SpaceX, foi clara: “Entre as operadoras americanas, somam 600 mil milhões por ano. Estou confiante de que vamos conseguir uma parte relevante dos seus clientes. O nosso serviço vai ser melhor.”
O que isto significa para Portugal
O Starlink já está disponível em Portugal a crescer em popularidade sobretudo em zonas rurais e na náutica. Se a SpaceX lançar o Starlink Mobile como operador autónomo na Europa, a Anacom terá de decidir como regular um serviço global de satélite que pode competir diretamente com a NOS, MEO e Vodafone. É uma decisão que pode demorar anos a chegar, mas os números desta call mostram que a SpaceX está a construir a capacidade técnica e financeira para avançar.
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