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Polestar banida dos EUA a partir de 2027 por ligações à China

Por André Santos 2 min de leitura

O Departamento de Comércio dos EUA negou à Polestar a autorização necessária para continuar a vender novos veículos no mercado americano, com efeitos a partir do ano modelo de 2027. A decisão enquadra-se na Connected Vehicle Rule, uma regulamentação federal que proíbe veículos com tecnologia conectada (Wi-Fi, Bluetooth, celular) ligada a entidades chinesas ou russas, por razões de segurança nacional.

Por que a Polestar

A Polestar é maioritariamente detida pela Geely Holding, grupo automóvel chinês que também controla a Volvo. Apesar de alguns modelos serem produzidos fora da China, a marca não conseguiu obter a isenção necessária, provavelmente porque os sistemas de software e conectividade têm origens que acionam os critérios da regra.

A marca confirmou que vai liquidar o inventário existente dos modelos Polestar 3 e Polestar 4 no mercado americano. Os clientes atuais mantêm garantia e serviço. Mas sem novos modelos ou renovações, a presença americana encerra efetivamente a partir de 2027. A Polestar vai concentrar o crescimento na Europa, onde já gera a maioria das suas vendas.

O impacto no mercado

A Polestar representava apenas 6% do seu volume global nos EUA no primeiro trimestre de 2026, o que limita o impacto direto na marca. Ainda assim, o Polestar 2 posicionava-se como alternativa premium ao Model 3, e os modelos 3 e 4 competiam nos segmentos do Model Y.

A Tesla não enfrenta estas restrições. Fundada nos EUA, com produção em Fremont, Austin e Nevada, e tecnologia desenvolvida internamente sem participações estrangeiras que acionem revisões de segurança nacional.

O que isto significa para Portugal

Em Portugal, a Polestar tem rede de serviço e os modelos continuam disponíveis para encomenda. A decisão americana não afeta diretamente o mercado europeu, e a marca confirmou que vai reforçar a aposta na Europa.

Para os donos portugueses de Polestar, não há nada a fazer: garantia e manutenção mantêm-se. Para quem estava a considerar comprar, a notícia da saída do mercado americano pode gerar dúvidas sobre o futuro da marca, mas a Europa continua a ser o mercado prioritário da Polestar.