Cybercab vs Tesla de consumidor: como mudaram as portas, janelas e bancos sem condutor
Com a publicação do guia para primeiros socorristas do Cybercab, ficaram a conhecer-se os detalhes de como o robotaxi da Tesla difere de um Model 3 ou Model Y no que toca aos controlos físicos do habitáculo. As diferenças refletem uma escolha de design clara: sem condutor, o carro é desenhado exclusivamente para passageiros.
Portas
Num Tesla de consumidor, abre-se a porta do exterior pressionando a parte larga do puxador e puxando a parte estreita. Do interior, basta pressionar o botão eletrónico no topo do puxador.
No Cybercab, o exterior tem um botão dedicado no pilar B com uma linha branca horizontal. Do interior, o passageiro pode tocar no botão “Abrir Portas” no ecrã central, ou nos botões individuais nos cantos inferiores do ecrã para cada lado. Existe também um puxador físico no painel da porta.
Em caso de falha de energia elétrica de baixa tensão, o puxador interior tem dois pontos de resistência: puxar até ao segundo ponto é a saída de emergência mecânica. Como as portas não ficam abertas sozinhas sem alimentação elétrica, é necessário segurá-las ou apoiá-las. Os puxadores interiores têm texto em braille para passageiros com deficiência visual.
Bancos
Num Model 3 ou Model Y, o condutor e o passageiro da frente têm controlos físicos na base do banco, no ecrã central e nos botões do volante. A liberdade de ajuste é total.
No Cybercab, os bancos são elétricos mas só se ajustam pelo ecrã central. As opções são mais limitadas: deslizar ambos os bancos em simultâneo para a frente ou para trás, ou ajustar a inclinação de cada banco individualmente. Não há ajuste de posição de condução porque não há condutor.
Janelas
Num Tesla convencional, as janelas controlam-se pelos interruptores nas armações das portas, pela app ou por comandos de voz.
No Cybercab, os painéis das portas estão praticamente vazios. Os controlos das janelas foram centralizados e ficam posicionados diretamente por baixo do ecrã central.
O que isto significa para Portugal
O Cybercab é um produto desenhado para um serviço de transporte partilhado, não para propriedade individual. Quem entrar num Cybercab como passageiro vai encontrar uma experiência próxima de um táxi moderno: ecrã no centro com as opções principais, portas controladas digitalmente e sem nenhum dos elementos que identificamos com conduzir um carro.
A simplificação dos controlos tem uma lógica económica para além da de design: menos componentes mecânicos significa menor custo de produção e manutenção numa frota de robotaxis. Se o Cybercab chegar à Europa, estas escolhas de interface já estarão consolidadas e não deverão mudar por mercado.
Fontes