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Cybercab tem hardware FSD mais potente do que qualquer Tesla de consumidor

Por André Santos 2 min de leitura

Os Cybercabs que saem da linha de produção da Giga Texas têm um computador FSD mais potente do que o HW4 que equipa os Model 3 e Model Y atuais. A informação é de uma fonte próxima da empresa com historial de precisão, segundo o Not a Tesla App.

A principal diferença está na memória RAM. O computador HW4 padrão tem dois chips AI4, cada um com 16 GB, o que soma 32 GB no total. O Cybercab supera esse valor, mas a configuração exata permanece confidencial.

O que pode ser o hardware novo

A Tesla anunciou o chip AI4+ na chamada de resultados do Q1 de 2026, descrevendo-o como capaz de duplicar a memória total face ao AI4, o que aponta para 64 GB. Os Cybercabs podem estar a correr uma versão de pré-produção desse chip. Outra hipótese é que a equipa de engenharia juntou dois AI4 numa única configuração personalizada. Existe também a possibilidade de ser uma versão antecipada do AI5, mas esse processador não deve entrar em produção em massa antes de 2027.

Porquê mais RAM num robotaxi

Mais memória permite correr modelos de redes neurais maiores, o que é determinante para o sistema de condução autónoma. A Tesla tem estado a deparar-se com limitações de memória nos carros de consumo à medida que o FSD cresce e os modelos neuronais aumentam de dimensão. Num robotaxi desenhado para operar sem condutor em Nível 4 SAE, a margem tem de ser maior.

A documentação para primeiros socorristas publicada recentemente pela Tesla confirma que o Cybercab está equipado com um “Modo Autónomo” de Nível 4 SAE. Não é apenas um carro sem volante; é um carro certificado pela própria Tesla para operar sem intervenção humana.

A produção em massa na Giga Texas começou em abril de 2026. Na semana passada, a Tesla iniciou testes em estrada pública em Austin com unidades de produção sem volante nem pedais.

O hardware mais potente no Cybercab dá à frota de robotaxi margem para correr versões futuras do FSD que os carros de consumo atuais não conseguirão processar. Em vez de atualizar a frota depois, a Tesla aposta no hardware máximo disponível desde o início da produção.