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Condutor diz que Tesla estava no Autopilot antes do acidente fatal no Texas

Por André Santos 2 min de leitura

Um Tesla embateu na sala de estar de uma habitação em Katy, Texas, matando uma mulher de 76 anos que estava no interior. O condutor, de 44 anos, declarou às autoridades que o veículo estava no Autopilot no momento do acidente.

O que se sabe

O acidente ocorreu por volta das 20h de sexta-feira na rua Rose Hollow Lane, no condado de Harris. Segundo o gabinete do xerife, o Tesla não fez uma curva à direita numa interseção e continuou em frente a alta velocidade, atravessando o muro de tijolo de uma casa. A mulher que estava na sala foi atingida e acabou por morrer no hospital.

O condutor foi hospitalizado e cooperou com as autoridades. Não foram detetados sinais de intoxicação e, até ao momento, não foram apresentadas acusações. A investigação continua em curso.

A atribuição ao Autopilot é, por agora, apenas a versão do condutor. Os investigadores não confirmaram de forma independente se algum sistema de assistência à condução estava ativo. As autoridades disseram estar a trabalhar com pessoas familiarizadas com veículos Tesla para determinar que papel o controlo do condutor desempenhou no acidente.

Nem o gabinete da polícia nem o do xerife especificaram se o sistema referido era o Autopilot básico ou o “Full Self-Driving” Supervisionado. Ambos os sistemas exigem um condutor atento e pronto a assumir o controlo em qualquer momento. Nenhum torna o veículo autónomo.

O caso surge num momento de pressão regulatória crescente. Em outubro de 2025, a NHTSA abriu uma investigação a cerca de 2,9 milhões de veículos Tesla por incidentes de FSD com semáforos vermelhos e condução no sentido errado. Em março de 2026, essa investigação foi elevada ao nível de análise de engenharia, o último passo antes de um possível recall. Existe ainda uma investigação separada sobre o registo inadequado de acidentes envolvendo Autopilot e FSD.

O que isto significa para Portugal

O acidente no Texas é mais um episódio que mantém os sistemas de assistência à condução da Tesla sob escrutínio regulatório. Para os condutores em Portugal, o contexto é relevante: o FSD ainda aguarda aprovação no país, e casos como este contribuem para o debate nos reguladores europeus. A votação na UE sobre a expansão do FSD ao restante bloco está marcada para 30 de junho.