Condutor diz que Tesla estava no Autopilot antes do acidente fatal no Texas
Um Tesla embateu na sala de estar de uma habitação em Katy, Texas, matando uma mulher de 76 anos que estava no interior. O condutor, de 44 anos, declarou às autoridades que o veículo estava no Autopilot no momento do acidente.
O que se sabe
O acidente ocorreu por volta das 20h de sexta-feira na rua Rose Hollow Lane, no condado de Harris. Segundo o gabinete do xerife, o Tesla não fez uma curva à direita numa interseção e continuou em frente a alta velocidade, atravessando o muro de tijolo de uma casa. A mulher que estava na sala foi atingida e acabou por morrer no hospital.
O condutor foi hospitalizado e cooperou com as autoridades. Não foram detetados sinais de intoxicação e, até ao momento, não foram apresentadas acusações. A investigação continua em curso.
A atribuição ao Autopilot é, por agora, apenas a versão do condutor. Os investigadores não confirmaram de forma independente se algum sistema de assistência à condução estava ativo. As autoridades disseram estar a trabalhar com pessoas familiarizadas com veículos Tesla para determinar que papel o controlo do condutor desempenhou no acidente.
Nem o gabinete da polícia nem o do xerife especificaram se o sistema referido era o Autopilot básico ou o “Full Self-Driving” Supervisionado. Ambos os sistemas exigem um condutor atento e pronto a assumir o controlo em qualquer momento. Nenhum torna o veículo autónomo.
O caso surge num momento de pressão regulatória crescente. Em outubro de 2025, a NHTSA abriu uma investigação a cerca de 2,9 milhões de veículos Tesla por incidentes de FSD com semáforos vermelhos e condução no sentido errado. Em março de 2026, essa investigação foi elevada ao nível de análise de engenharia, o último passo antes de um possível recall. Existe ainda uma investigação separada sobre o registo inadequado de acidentes envolvendo Autopilot e FSD.
O que isto significa para Portugal
O acidente no Texas é mais um episódio que mantém os sistemas de assistência à condução da Tesla sob escrutínio regulatório. Para os condutores em Portugal, o contexto é relevante: o FSD ainda aguarda aprovação no país, e casos como este contribuem para o debate nos reguladores europeus. A votação na UE sobre a expansão do FSD ao restante bloco está marcada para 30 de junho.
Fontes